quarta-feira, 24 de junho de 2009

Meu livro

Vida Livro Sem Resumo Os tecidos da imaginação urgem-se com os persistentes fios da realidade. Mais o desenho desses tecidos nem sempre tem a ver com o da vida: o tecelão e o teor --- para pior ou para melhor, sem querer ou querendo ----- o desfiguram.Que ninguém veja neste livro personagem, lugares, história ou palavras que tenham existido exatamente como os personagens, a historia, os lugares e as palavras que se segue SUMÁRIO Introdução 9 Primeira Parte 11 Segunda Parte 181. Introdução.As páginas que se seguem refletem uma justificação diante de mim mesmo. Não respondo por sua coerência, nem por sua capacidade, nem por seu número: é muito provável que, de um momento para outro, deixe de escrevê-las. No fundo, me parecem inúteis; mas escrever é minha mais eficiente maneira de pensa. Preciso ouvir de mim mesmo tudo isso enquanto escrevo. Preciso contar-me tudo outra vez desde o principio: as próprias condutas precisam ser decifradas, porque não mentimos para nós próprios somente com as palavr.Quem sabe se através de todos os fraguimentos, e apesar da dispersão desses fraguimentos, que fazem parte das presentes paginas, não se consiga, afinal --- talvez não por nos, nas pelos que sucederem---- a unidade. Do mesmo modo que se obtém a unidade de um escrito, de uma pessoa e até de uma vida inteira. Oxalá ganhe realidade esta tênue esperança.Quando você tem medo de alguma coisa, no que prefere pensar? Naquilo que o aflige, ou acha que nada pode lhe acontecer? Atualmente, as pessoas, de um modo geral, temem que algo de mal lhes possa ocorrer no trabalho, ou ate mesmo em um passeio, onde há sempre o risco de serem assaltadas. De fato, o risco existe, mas... E o medo? Apenas o deixamos crescer dentro de nos, alimentando-o com a descrença e a desconfiança. Sentimo-nos inseguros por nos apoiamos em coisas que não estão conosco em coisas que não estão conosco a todo o momento. Não é necessário ir a lugares onde os problemas são considerados maiores. Basta penetrarmos nosso interior, ou até mesmo olhar à nossa volta, para saber que todos os problemas e duvidas são necessários, visto que na natureza uma coisa sempre dependera da outra. Como você se sentiria se tudo estivesse sempre exatamente como deveria estar? Como sal mente se desenvolveria? Você saberia distinguir o bem do mal e o amor do ódio? Caso você tenha a resposta, louca é a sal razão, caso contrario, por que motivos você pensa que a vida é difícil? É muito importante esta em paz com todos os que o cercam, porém é preciso ficar em paz primeiramente consigo mesmo. É quase provável que já tenha ouvido isto antes: mas já alcançou a paz para si? Caso a tenha alcançado, é bom lembra que, se a paz é a coisa de que as pessoas mais precisam, por que não tentar trasmiti-la? Você pensará que isto é impossível. Mas as pessoas não são um mundo e você, como elas, é parte dele? As coisas ruins, perante o que de melhor você tente para si e para os outros, significam menos que nada. A não ser que pensemos, criteriosamente, é aconselhável que você não. Duvide também, pois que terá de colocar em duvidas se está aqui ou não. Automaticamente você fará isso. E, se tão facilmente você consegue colocar algo em duvida, por que não tentar corrigir ou entender as duvidas que já tem?Você acha que as alegrias e as tristezas, colocadas em uma balança, pesam mais. Porem, no momento em que os pratos estiverem descendo em virtudes do alto peso, os outros subirão. Estando em cima, uma cobrirá a outra e você poderá em qualquer momento ou em qualquer situação. Defini-las. Caso fosse o tipo de pessoa que tema, bom seria fazer mal a quem o teme. Mas como pode temer a si próprio? Portanto, procure não estabelecer comparações entre você e as pessoas que lhe fazem mal, pois você não sabe se é capaz de fazer a mesma coisa a outra pessoa, estando na mesma circunstancia. Você já pensou na possibilidade de, a todo o momento, estar em um lugar desconhecido, mesmo quando em casa? É o que ocorre quando não nos conhecemos, E, geralmente, quando se está em tal lugar, nos sentimos apavorados. Isto porque não aprendemos a nos conhecer, muito menos o mundo em que vivemos. Mesmo assim, pensamos ás vezes, que somos capazes de saber tudo entender tudo e entender tudo. De fato. Sabemos alguma coisa, mas isso não passa de um grão de areia em uma praia. Assim. Por mais que estejamos acompanhados, estaremos sempre sozinhos, a menos que nos apoiemos em nós mesmos, nas nossas próprias idéias e princípios, pois nossos amigos, colegas e familiares, embora sejam iguais a nós, jamais poderão conhecer nossas vontades e pensamentos.Talvez o que lhes falei possa parecer óbvio, mas discorri sobre o assunto apenas para que você descobrisse seu próprio cominho. A fim de que possa conhecer pelo menos um mínimo dos dois lados da vida.Minha historia começou em 21 de fevereiro de 1972, quando nasci. Da minha infância lembro-me muito pouco.Existem alguns fatos que se tornam difíceis de dizer se ocorreram. Um deles, por exemplo, é a impressão que tenho de haver estado em um lugar escuro; e, à minha frente, onde havia luz, encontrava-se um homem deitado em outro lugar, onde me perguntei: eu existo? Só mais tarde, comecei a ter consciência de que estava vivo; pois, para mim, era como se estivesse voltando a outro lugar onde jamais estivera: ali eu me sentiria feliz por respirar, ver, sentir o mundo que me cercava. Aos oitos anos de idade, estive muito doente onde fui acometido por um corte na testa e a morte do meu pai por um câncer no estomago.As imagens que tenho de todas as coisas, hoje, não são tão perfeitas como as de quando eu era criança. Mas não podia tirar proveito delas, por não ter idéia do alcance de suas qualidades.Quando comecei a acreditar e a entender o mundo, comecei também a perceber que ele não vê nada de sua grande capacidade. Enquanto o meu mundo-criança se fazia limitado pelo universo dos adultos, se desenvolvia dentro dele, uma idéia me dizia que nunca --- senão quando muito necessário – deveria provar nada a ninguém, a não ser a mim mesmo.